A carta a quem (ainda) não encontrei

A ti, ser completo, dono de ti, que vagueias por aí tanto quanto eu, querendo encontrar-te a ti mesmo, mais que a alguém, tentando compreender a filosofia da vida, do mundo. Tu, que também te tentas transcender sozinho, neste mundo louco, eu te espero… Não te procuro. Não te procuro nas ruas, nem nos cantos, nem nas festas, nem nos livros, nem em lado nenhum. Eu procuro-te nos sonhos, na esperança que em mim vive acordada que um dia vou-te encontrar, a ti, ser especial, que partilha da mesma nudez de espírito que eu ! A ti, ser especial que partilha do mesmo fragmento de alma que eu ! Sei que o universo te trará até ao meu caminho, num caso ou acaso; sei que a vida me levará a ti através de uma estrada principal, ou de um trilho; o jeito não importa, importa o encontro.

Eu saberei e tu saberás, pelo à vontade inevitável e incontestável… São duas almas que se reconhecem; é muito mais que intensidade física, é um encontro espiritual. Em ti me reconhecerei, e tu em mim te reconhecerás ! O nosso convívio será tão leve como é o ar da natureza em seu estado mais puro. Seremos plenos no compartilhar dos nossos fragmentos auto-existentes, mesmo nos altos e baixos da roda da vida.

Não quero viver por ti, nem que vivas por mim; quero viver contigo, e que vivas comigo, assim como a terra e o ar. Quero poder transcender o meu ser contigo, assim como tu, comigo ! Quero poder sentir que contigo sou eu, livremente eu, sabendo que nunca me colocarás na balança do mundo ! Quero que me deixes poder acompanhar-te na contínua descoberta de ti mesmo, do teu imenso universo interior, da tua vida, do teu propósito. Quero que juntos, alimentemos sempre a criança que existe em nós, e que também, de braços dados, possamos caminhar para a sabedoria da maturidade. Quero ter a capacidade de alimentar os sonhos em ti, e segurar no meu peito, as tuas próprias esperanças, para que nunca te percas de ti mesmo; e se isso acontecer, quero poder segurar-te com todo o meu coração. Quero poder chorar, soluçar, sufocar, sem ter vergonha de despojar em ti, o meu desarranjo interior, sem ter medo que vejas os rasgos da minha alma. E tu comigo… Quero que possamos sorrir, gargalhar bem alto juntos, de modo a que os risos incomodem o silêncio. E que as nossas gargalhadas sejam a melodia de fundo dos nossos dias. Quero que possamos conhecer o mundo, mesmo que não saíamos do lugar. Quero que possamos apenas fechar os olhos, e apenas existirmos, um ao lado do outro. Caminharei ao teu universo, e te abrirei a porta do meu.

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Quero amar-te ! Incansavelmente… Amar-te mesmo quando não te amares a ti próprio. Quero que me ames mesmo quando eu, ferida pela vida, te diga que não me deves amar.

O teu corpo serão os meus eternos dias. Os teus olhos o espelho da minha alma…

E Minh’Alma saberá, quando me cruzar contigo.

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